COE Itaú CONTEC debate renovação da CCP, fechamento de agências e demandas da categoria

30/04/2026
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A Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú da CONTEC realizou, nesta quarta-feira (29/04), reunião virtual para tratar de temas relevantes para os bancários. Entre os principais pontos debatidos estiveram a renovação do Acordo da Comissão de Conciliação Prévia (CCP), além de questões relacionadas ao fechamento de agências, demissões e demandas apresentadas pelas bases. (Por Maria Clara)

A reunião foi conduzida pelo coordenador da COE Eduardo Israel e contou com a participação de representantes da CONTEC, federações, sindicatos e do banco, que apresentaram propostas e esclareceram dúvidas sobre os temas em discussão.

Renovação da CCP: avanços e novas propostas
O principal destaque da pauta foi a renovação do Acordo da CCP, instrumento considerado fundamental para a mediação e resolução de conflitos trabalhistas.

Durante o encontro, o banco apresentou propostas com o objetivo de ampliar a atratividade da CCP. Entre elas, está a possibilidade de inclusão de um novo objeto relacionado ao crédito imobiliário, permitindo que ex-empregados possam pleitear, mediante análise individual, a manutenção da taxa de juros nas condições de empregado.

A proposta prevê a implementação desse mecanismo em caráter piloto pelo período de um ano, com possibilidade de prorrogação. Além disso, foi informado que haverá um prazo de até seis meses após o desligamento para que o trabalhador possa buscar a CCP e solicitar a manutenção das condições do financiamento.

Segundo o banco, a medida representa impacto financeiro relevante, podendo gerar economia significativa aos trabalhadores, o que tende a reforçar o papel da CCP como alternativa à judicialização.

Melhorias no fluxo da taxa administrativa
Outro ponto importante discutido foi a proposta de alteração no fluxo de pagamento da taxa administrativa aos sindicatos. A principal mudança consiste na inversão do processo operacional, passando a responsabilidade de apuração e pagamento para o próprio banco.

Com isso, os valores deverão ser pagos automaticamente até o último dia útil do mês seguinte ao encerramento dos casos, acompanhados de comprovantes detalhados que permitirão maior transparência e conferência por parte das entidades sindicais.

A proposta busca corrigir falhas observadas no modelo anterior, como atrasos, inconsistências e ausência de solicitação de valores por parte de alguns sindicatos.

Também foi apresentada proposta de reajuste da taxa administrativa, com aplicação de índice já no primeiro ano do novo acordo e previsão de novo reajuste no segundo ano, considerando a reposição pelo INPC acrescida de ganho real.

Prazos para deliberação nas bases
Conforme deliberado na reunião da COE com o banco, realizada nesta data, a minuta do acordo será disponibilizada até segunda-feira, 04/05, após análise pelo jurídico da CONTEC, para viabilizar a realização das assembleias.

A COE CONTEC destacou a necessidade de tempo adequado para deliberação nas bases e apresentou um cronograma indicativo. A proposta é que as assembleias sejam realizadas até o dia 18 de maio, com envio da documentação de adesão ao novo acordo até o dia 22 de maio.

Foi reforçado que a adesão ao ACT da CCP continuará sendo facultativa para os sindicatos.

Fechamento de agências e reestruturação seguem como preocupação
A reunião também foi marcada por forte preocupação em relação ao fechamento de agências e ao processo de reestruturação em curso no banco.

Segundo os representantes sindicais, em 2025 foram registrados 88 fechamentos de unidades, o que acende um alerta para a possibilidade de intensificação desse movimento ao longo de 2026. O avanço da digitalização e a implementação de novos modelos de atendimento também foram apontados como fatores que podem impactar diretamente o emprego na categoria.

O banco informou que o processo de transformação ocorre de forma gradual, com base no comportamento dos clientes, e que ainda não há definição final sobre o modelo futuro. Destacou, no entanto, que tem buscado priorizar a realocação de trabalhadores, embora reconheça que há situações em que o desligamento ocorre por decisão do próprio empregado.

Relatos reforçam impactos locais
Durante os debates, representantes sindicais relataram situações concretas decorrentes do fechamento de agências, evidenciando os impactos sociais e econômicos nos municípios.

Foi citado o caso de uma unidade em Pernambuco, onde autoridades locais demonstraram interesse em manter a agência em funcionamento, reforçando a importância da presença bancária para o desenvolvimento regional e a manutenção de empregos.

Acompanhamento permanente
Ao final, a CONTEC reafirmou a importância do acompanhamento contínuo das mudanças em curso no setor bancário e destacou a necessidade de manutenção do diálogo com o banco.

A entidade seguirá monitorando os impactos das reestruturações, atuando na defesa do emprego e orientando os sindicatos quanto às negociações e aos instrumentos disponíveis, como a CCP. (Fonte: ASCOM CONTEC)

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