Bancos querem juro maior para dar fiança a empréstimo que salva BRB

08/06/2026
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O Banco do Brasil, que coordena a operação de garantias para que o BRB (Banco de Brasília) consiga um empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), encontra dificuldade para atrair potenciais interessados. (Por Júlio Wiziack)
Resumo
Banco do Brasil enfrenta dificuldade para montar consórcio que dará fiança a empréstimo de R$ 5 bi do FGC ao BRB, necessário para reforçar o patrimônio e evitar liquidação pelo BC.

 XP e ABC sinalizaram interesse; bancos pedem juro de 4% ao ano sobre as garantias, e o BRB oferece 2% a 3%, com negociações previstas para recomeçar na próxima semana.

 Celina Leão espera Caixa, BB, Itaú, Santander e BTG no grupo; ela prometeu novo plano do BRB, com foco no DF e garantias atreladas ao FPE e FPM por 15 anos.

Controlado pelo governo do Distrito Federal, o banco precisa levantar ao menos R$ 5 bilhões em crédito junto ao FGC, única forma no momento para reforçar seu patrimônio e, assim, evitar ser liquidado pelo Banco Central.

A crise financeira do banco distrital se deve à aquisição de papéis podres adquiridos do Master, banco de Daniel Vorcaro liquidado pelo BC por um esquema de fraudes e que desfalcou o FGC em R$ 57 bilhões —valor pago em perdas a correntistas e investidores.

Até o momento, XP e ABC manifestaram interesse em aderir ao grupo —mesmo tendo como certa parte das receitas do FPE (Fundo de Participação de Estados) e FPM (Fundos de Participação de Municípios) a que o governo do Distrito Federal tem direito.

Dois são os entraves para que mais instituições ingressem no consórcio que terá de dar uma fiança de R$ 5 bilhões, valor do empréstimo previamente acertado com o FGC. No entanto, o BRB terá de receber até R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo de seu controlador, o governo do Distrito Federal.

O primeiro é a taxa de juros que incidirá sobre as garantias. Para ingressar no consórcio, os bancos querem ao menos 4% ao ano, enquanto o BRB propõe algo entre 2% e 3%. As negociações recomeçam na próxima semana.

O segundo impasse já foi contornado com o envio de um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal para garantir que não haverá qualquer óbice ao uso desse dinheiro pelos bancos se o BRB deixar de pagar alguma parcela do empréstimo ao FGC.

As garantias a serem dadas pelos bancos ficarão atreladas aos fundos de participações por 15 anos, prazo previsto para o pagamento do empréstimo a ser tomado no FGC.

A expectativa da governadora Celina Leão (PP) é de que Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Santander e BTG participem do consórcio garantidor.

Segundo pessoas que participam das negociações, Celina prometeu também apresentar aos potenciais interessados um novo plano de negócio do BRB —que abandonará a estratégia de expansão para outros estados, concentrando sua operação no Distrito Federal.

Consultada, a XP não quis se manifestar. ABC e BRB não responderam. (Fonte: UOL)

Notícias FEEB PR

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