Greve dos bancários pode fechar agências no Paraná nesta quinta-feira
Os bancários do Paraná também participam da paralisação nacional, que pode afetar o funcionamento das agências em diferentes cidades (Por Arthur Salles) - foto reprodução -Bancários de todo o país realizam nesta quinta-feira (20) uma paralisação nacional de 24 horas em meio ao impasse nas negociações da Campanha Nacional Unificada de 2026. A GREVE foi aprovada em assembleias, após a categoria rejeitar uma proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O movimento pode afetar o atendimento presencial nas agências, enquanto os canais digitais seguem como alternativa para os clientes.
Bancos recuam, mas não apresentam novo reajuste
A paralisação foi mantida mesmo depois de uma nova rodada de negociação realizada na terça-feira (18). Na ocasião, a Fenaban retirou da mesa a proposta de reajuste salarial dividido em três faixas, além do congelamento do piso de ingresso para novos bancários.
Também foi retirada a proposta de aplicar diferenças nos valores dos vales-refeição e alimentação de acordo com as faixas salariais. Apesar dos recuos, os bancos não apresentaram um novo índice de reajuste para a categoria.
A negociação foi adiada para a próxima segunda-feira (24), quando devem ser retomadas as discussões sobre as cláusulas econômicas da campanha.
O que os bancários reivindicam em greve
Entre as principais reivindicações está a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de 5% de aumento real. Os trabalhadores também cobram valorização do piso salarial, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos vales-refeição e alimentação e de outras verbas previstas na convenção coletiva.
A pauta inclui ainda demandas relacionadas às condições de trabalho, como contratação de mais funcionários, redução da sobrecarga nas agências, combate a metas consideradas abusivas e medidas contra o assédio.
Os bancários também defendem regras para o uso de inteligência artificial e tecnologias de monitoramento no ambiente de trabalho, além de avanços em saúde, igualdade, diversidade, qualificação profissional e direitos sociais.
Como fica a paralisação dos bancos no Paraná
Os bancários do Paraná também participam da paralisação nacional nesta quinta-feira (20). O movimento pode afetar o funcionamento das agências em diferentes cidades do estado, com possibilidade de redução ou interrupção do atendimento presencial, conforme a adesão de cada unidade e sindicato.
A Federação dos Bancários do Estado do Paraná (FEEB-PR) defende a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de 5% de aumento real, além da valorização do piso salarial, da PLR e de benefícios.
No Paraná, a paralisação ocorre após os bancos retirarem da mesa a proposta de reajuste escalonado por faixas salariais e o congelamento do piso de ingresso. Apesar do recuo, não houve apresentação de um novo índice de reajuste, e as negociações foram adiadas para segunda-feira.
A expectativa é de retomada da normalidade nas agências na sexta-feira (21), embora a extensão dos efeitos da paralisação dependa da adesão dos trabalhadores em cada região.
A mobilização depende da adesão dos trabalhadores, portanto, as agências não serão necessariamente fechadas em todo o Estado. Bancários em home office foram orientados pelos sindicatos a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante a paralisação.
Os sindicatos também orientam que bancos não podem ameaçar, coagir ou retaliar funcionários pela participação no movimento, nem criar obstáculos à atuação sindical. Eventuais denúncias devem ser encaminhadas às entidades representativas da categoria.
Sobre o dia de trabalho, a orientação sindical é que pode haver desconto, especialmente quando não houver registro do ponto, mas a questão ainda será discutida nas negociações com os bancos. A recomendação aos trabalhadores é acompanhar as orientações do sindicato de cada região.
Como começou o impasse entre bancos e trabalhadores
A Campanha Nacional Unificada dos Bancários começou oficialmente em junho, com uma pauta que reúne reivindicações econômicas e sociais. Ao longo das rodadas de negociação, foram discutidos temas como salários, empregos, fechamento de agências, trabalho remoto, saúde mental, igualdade de oportunidades e os impactos da inteligência artificial sobre as funções bancárias.
Na sétima rodada, realizada em 13 de agosto, a Fenaban apresentou a proposta de reajuste diferenciado conforme faixas salariais. O modelo previa percentuais distintos para trabalhadores com salários menores, intermediários e maiores.
Os bancos também propuseram o congelamento do piso de ingresso e mudanças nos valores dos benefícios. A proposta provocou reação das entidades sindicais, que convocaram assembleias em todo o país para decidir os próximos passos da campanha.
Na segunda-feira, os trabalhadores rejeitaram a proposta e aprovaram a paralisação desta quinta-feira.
Atendimento presencial pode ser afetado
A adesão ao movimento varia conforme a unidade e a organização de cada sindicato. Por isso, algumas agências podem funcionar parcialmente, enquanto outras podem ter o atendimento presencial interrompido durante a paralisação.
Os clientes, porém, ainda podem recorrer a alternativas como aplicativos bancários, internet banking, Pix, transferências e caixas eletrônicos. A disponibilidade de determinados serviços pode variar conforme cada instituição.
A paralisação também não altera automaticamente o vencimento de contas e boletos. Quem tiver pagamentos previstos para esta quinta-feira deve utilizar os canais digitais ou outras formas disponíveis para evitar juros e multas.
Negociações serão retomadas na segunda-feira
Com o recuo dos bancos em relação ao reajuste por faixas e ao congelamento do piso, a principal expectativa agora está na apresentação de uma nova proposta econômica.
A próxima rodada de negociação está prevista para segunda-feira (24). Até lá, a paralisação desta quinta-feira representa uma forma de pressão dos trabalhadores sobre a Fenaban para que apresente uma proposta considerada adequada pela categoria.
A extensão da mobilização e seus efeitos sobre o atendimento presencial dependem da adesão dos bancários em cada região. (Fonte: Banda B)
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