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11/09/2026

Bradesco demite bancária com 13 anos de casa, mas Sindicato consegue a sua reintegração

Vanessa Pereira Novaes (centro), entre os dirigentes sindicais Edelson Figueiredo (E), Almir Aguiar, o presidente do Sindicato José Ferreira e Wanderlei Souza, mostra com alegria, o documento de sua reintegração (Por Carlos Vasconcellos) - Foto: Divulgação -

O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, em parceria com a Secretaria de Saúde da entidade, conseguiu mais uma importante vitória na Justiça contra o Bradesco. A bancária Vanessa Pereira Novaes, com 13 anos de casa e adoecida em decorrência da pressão por metas e da sobrecarga de trabalho, foi demitida irregularmente em julho deste ano. A Justiça determinou sua reintegração ao emprego.

A dispensa de trabalhadores adoecidos, em situações que desrespeitam a legislação brasileira, é uma prática denunciada com frequência pelo movimento sindical nos bancos privados. Vanessa trabalha na agência 3248 do Bradesco, localizada na Rua Cesário de Melo, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. “Estamos atentos ao processo de demissões nos bancos e há muitos casos de dispensas inteiramente irregulares. Nossa entidade sindical está sempre atenta para, por meio do Departamento Jurídico, garantir o emprego e os direitos das bancárias e dos bancários”, explica dirigente sindical.

No processo de Vanessa, sob a responsabilidade do advogado do Sindicato e da AJS, André Henrique, a decisão em primeira instância havia sido desfavorável, mas foi revertida pela desembargadora Nelie Oliveira Perbeils, garantindo o vínculo empregatício e os direitos da bancária.

Cresce o adoecimento na categoria
O diretor do Sindicato Wanderlei Souza, que também é funcionário do Bradesco, acompanhou o caso de Vanessa. “É impressionante o nível de adoecimento com que a categoria chega ao Sindicato. Não adianta os bancos negarem a relação das doenças, especialmente as de natureza psíquica, com a rotina de trabalho”, criticou.

O diretor-executivo de Saúde do Sindicato, Edelson Figueiredo, também criticou a prática dos bancos privados de submeter os trabalhadores a condições que podem contribuir para o adoecimento e, posteriormente, demiti-los. “O Bradesco, como os demais bancos privados, adoece a nossa categoria com metas desumanas e práticas de assédio moral e, em seguida, dispensa seus empregados como se fossem objetos descartáveis. Não aceitamos esta postura perversa e desumana dos bancos”, ressaltou Edelson. (Fonte: Seeb Rio)

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