Lucro do Itaú atinge R$ 7,68 bilhões no 2º trimestre, alta de 17,4% em 12 meses

09/08/2022
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Resultados do maior banco privado do País vieram em linha com as estimativas do ‘Prévias Broadcast’; inadimplência chegou a 2,7% no período, alta de 0,4 ponto porcentual em relação a 2021 (Por Matheus Piovesana)

O lucro líquido gerencial do Itaú Unibanco, o maior banco privado do País, somou quase R$ 7,68 bilhões no segundo trimestre de 2022, alta de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme balanço divulgado pela instituição financeira nesta segunda-feira, 8. Os resultados vieram em linha com as casas de análise e bancos consultados pelo serviço Prévias Broadcast.

A média das estimativas das oito casas consultadas (BTG Pactual, Bank of America, JPMorgan, Genial, XP, Santander, Goldman Sachs e UBS BB) apontava para lucro líquido de R$ 7,533 bilhões. O lucro do banco no balanço divulgado nesta segunda-feira ficou 1,9% acima dessa estimativa. O Prévias Broadcast considera que os resultados vêm em linha com a estimativa quando ficam até 5% acima ou abaixo da média.

O banco viu sua inadimplência crescer entre abril e junho, em comparação com o mesmo período de 2021: o índice chegou a 2,7% no segundo trimestre de 2022, contra 2,3% no mesmo período do ano passado. Além disso, houve uma forte alta no custo do crédito, que subiu mais de 60% em 12 meses, atingindo R$ 7,54 bilhões, apontou o balanço do Itaú.

A margem de lucro com clientes foi de quase R$ 22 bilhões, alta de 30,9% em termos anuais, devido ao maior volume de crédito e da maior participação no mix de produtos como o cartão financiado e o crediário. O spread (diferença entre o custo de captação de dinheiro do banco e a taxa de empréstimo) foi de 8,4%, 0,5 ponto porcentual acima do registrado no trimestre anterior.

As receitas do Itaú com serviços subiram 8,3% em um ano, para R$ 10,5 bilhões, puxadas pelos cartões de crédito, que registraram crescimento de 19,2% na mesma base de comparação, para R$ 3,65 bilhões. Incluídos os resultados de seguros, o crescimento anual foi de 11,2%.

A carteira de crédito do conglomerado, que inclui a operação brasileira e as de outros países da América Latina, encerrou o período em R$ 1,084 trilhão, um aumento de 19,3% em 12 meses. Os maiores impulsos vieram do crédito a pessoas físicas e a pequenas e médias empresas, que cresceram 29,8%.

Ativos e rentabilidade
No trimestre encerrado em junho, os ativos totais do Itaú chegaram a R$ 2,294 trilhões, um aumento de 10,9% em termos anuais, e de 5,1% em um trimestre. Segundo o banco, o crescimento veio principalmente do avanço da carteira de crédito e também da compra de uma participação na XP, concretizada em abril para cumprir o acordo original entre o banco e a corretora, de 2017.

O patrimônio líquido do Itaú, por sua vez, foi de R$ 150,64 bilhões, alta de 10,7% em 12 meses. Com isso, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) recorrente da instituição foi de 20,8%, um aumento de 1,9 ponto porcentual em um ano e de 0,4 ponto em três meses. (Fonte: Estadão)

Notícias Feeb/PR

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